Diagnóstico da escolarização no Brasil na perspectiva da exclusão escolar

Alceu Ravanello Ferraro e Steven Dutt-Ross

Publicado na Revista Brasileira de Educação em 2017.

                                                                                 


Resumo


Este artigo é um estudo crítico da perspectiva da exclusão, que ganhou destaque especialmente nos anos de 1980 a 1990 e foi aplicada, tanto na França como no Brasil, em diagnósticos de escolarização, por noções como as de exclusão da escola, exclusão na escola e excluídos do interior. As análises desenvolvidas revelam que, em que pesem as limitações inerentes à noção de exclusão, de poder mais descritivo que explicativo, esta continua prestando-se para dimensionar os desafios ainda postos à universalização da escolarização básica. Com efeito, ressalvados os avanços obtidos desde 1980, o Brasil contava ainda, em 2010, com 3,2 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos fora da escola (excluídos da escola) e outros sete milhões com dois ou mais anos de defasagem nos estudos (de excluídos na escola).



Palavras-chave : escolarização; diagnóstico; exclusão escolar; Brasil.

                                                                                 

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O letramento estatístico na formação dos professores: um tutorial metodológico

Maria Tereza Serrano Barbosa - Luciane de Souza Velasque - Alexandre Sousa da Silva

Publicado na Revista VIDYA em 2016.

                                                                                 


Resumo

Os avanços tecnológicos vivenciados nos últimos anos têm permitido gerar uma quantidade grande de dados que deverá ser manipulada e transformada em informação. Sendo assim, conhecimentos em Estatística têm sido uma exigência para todas as áreas do conhecimento. E a Estatística vem ganhando cada vez mais espaço na proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Matemática para o Ensino Básico. No entanto, nem sempre os professores de Matemática sentem-se confortáveis para ensinar conceitos Estatísticos. Neste artigo serão apresentadas e discutidas atividades que permitirão trabalhar os principais conceitos Estatísticos no Ensino Médio, utilizando metodologias de ensino/aprendizagem ativa e programas computacionais disponíveis na internet. Em especial, será utilizado o programa R, com a interface Rcmdr, por ser livre, de código aberto e possuir um número grande de fóruns de discussão, blogs e páginas destinadas a facilitar a utilização deste programa.

                                                                                 

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Ranking de Municípios para Políticas Públicas de Educação: Comparação entre Avaliações Multicritério a partir do IDH

Steven Dutt Ross - Rodrigo Otávio de Araújo Ribeiro - Annibal Parracho Sant'Anna

Publicado em Pesquisa Operacional para o Desenvolvimento em 2010.

                                                                                 


Resumo

Neste artigo se desenvolvem alternativas de abordagem multicritério visando à seleção de municípios para a implementação de políticas públicas de educação. Considerando que a situação da educação no Brasil apresenta grande variabilidade, o que impacta as demandas educacionais por políticas públicas de educação de forma diferente em diferentes regiões, verifica-se a necessidade de critérios objetivos para a seleção de pontos de aplicação de recursos para o combate a desigualdades nessa área. Em particular, se discute o emprego do Índice de Desenvolvimento Humano como fundamento para decisões na área educacional. Além disso, visa-se a estabelecer condições para a comparação dessas situações segundo diferentes critérios utilizados para fundamentar políticas públicas de educação.


                                                                                 

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O planejamento colaborativo no ensino da Estatística: Instrumento para formar discentes e docentes

Maria Tereza Serrano Barbosa - Luciane Velasque - Alexandre Souza e Silva - Maria Beatriz Cunha - Bruno Simões - Steven Ross - Felipe Ribeiro

Publicado na IASE Satellite Conference em 2015.

                                                                                 


Resumo

Objetivo: A constatação de que as disciplinas de Estatística oferecidas aos mais diversos cursos da UNIRIO estavam desconectadas das realidades e interesses dos estudantes e não conseguiam despertar motivação nos mesmos, motivou o grupo de professores a iniciar uma mudança na metodologia utilizada. Métodos: Etapa 1: Reunião de docentes para troca de experiências e percepções a respeito das dificuldades encontradas para motivar os estudantes das áreas da saúde, exatas e humanas sobre a importância da aprendizagem. Etapa 2: Definição de objetivos e habilidades a serem adquiridos pelos estudantes. Etapa 3: Planejamento de atividades com definição das questões motivadoras, e de um tema comum para ser trabalhado e desenvolvido pelos alunos de todas as turmas e apresentado em formato de artigo, em pôsteres ou mesmo com comunicação oral em um mesmo dia. Etapa 4: Reunião com os coordenadores de curso e diretores de escola para informar a mudança de metodologia e convidá-los a participar de reuniões para a elaboração de questões específicas de cada área. Etapa 5: Apresentação final e avaliação conjunta dos alunos. Resultados: O Planejamento da disciplina feito em colaboração trouxe vantagens para o desenvolvimento do componente curricular, sendo a maior delas a integração e discussão constante do grupo de docentes a respeito dos resultados obtidos em sala de aula. Conclusão: O planejamento colaborativo permitiu a elaboração de uma nova metodologia de ensino da Estatística. A experiência possibilitou uma mudança positiva, tanto dos docentes, que antes atribuíam aos discentes todas as dificuldades enfrentadas, como dos discentes, que também não assumiam suas responsabilidades pelo ato de aprender.

                                                                                 

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Método ativo de aprendizagem de Estatística: Uma experiência nos cursos da UNIRIO

Alexandre Silva - Maria Tereza Serrano Barbosa - Luciane Velasque - Maria Beatriz Cunha - Bruno Simões - Steven Ross - Felipe Ribeiro

Publicado na IASE Satellite Conference em 2015.

                                                                                 


Resumo

A Estatística é um componente curricular presente em quase todos os cursos de graduação. O uso crescente deste conhecimento é motivado pela necessidade de gerar informações a partir de  grandes volumes de dados disponíveis em nossa sociedade cada vez mais informatizada. Neste trabalho serão apresentadas e discutidas as potencialidades de uma metodologia ativa de  aprendizado de Estatística utilizando o programa R. Tendo como objetivo desenvolver a habilidade de raciocínio, a autonomia e em especial, o pensamento crítico por parte dos estudantes, estimulando-os a tornarem-se responsáveis pelo processo de aprendizagem de Estatística. Como resultado desta metodologia, percebemos que a Estatística tornou-se mais interessante aos olhos dos estudantes, uma vez que estes conseguem visualizar a importância e utilidade desse conhecimento na carreira escolhida.

                                                                                 

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